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Calibração por Comparação
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Calibração por Comparação: Princípio, Tipos e Como Realizar Corretamente

A calibração por comparação (em inglês, calibration by comparison) é o método de calibração no qual o instrumento sob calibração e um padrão de referência são submetidos simultaneamente à mesma grandeza, comparando-se as indicações de ambos. A diferença entre as leituras determina o erro do instrumento. É, de longe, um dos métodos de calibração mais utilizados e versáteis em metrologia industrial e laboratorial.

O princípio é intuitivo: se temos um padrão confiável de exatidão superior e queremos calibrar um instrumento, basta submeter ambos à mesma grandeza e comparar suas leituras. A diferença revela o erro do instrumento. Por sua simplicidade, versatilidade e custo-benefício, a calibração por comparação é amplamente adotada para a maioria das grandezas físicas.

Compreender o princípio, os tipos, os requisitos e as fontes de incerteza da calibração por comparação é competência fundamental para qualquer profissional de metrologia, calibração e controle de qualidade.

Definição Técnica

Na calibração por comparação, o instrumento sob calibração (IUC) e o padrão de referência são expostos à mesma grandeza de entrada. As indicações de ambos são registradas e comparadas. O erro do instrumento é calculado como:

Erro = Indicação do IUC − Valor de Referência (padrão)

O método baseia-se na confrontação direta com um padrão de exatidão superior, em contraste com métodos absolutos que se baseiam em princípios físicos fundamentais.

Princípio do Método

O procedimento básico da calibração por comparação segue estas etapas:

  1. Conexão: Conectar o instrumento sob calibração e o padrão ao mesmo ponto de medição, garantindo que ambos sejam submetidos à mesma grandeza
  2. Aplicação da grandeza: Aplicar a grandeza de entrada (pressão, temperatura, tensão, etc.) no valor desejado
  3. Estabilização: Aguardar a estabilização das leituras de ambos os instrumentos
  4. Leitura simultânea: Registrar simultaneamente as indicações do IUC e do padrão
  5. Cálculo do erro: Calcular a diferença entre a indicação do IUC e o valor do padrão
  6. Repetição: Repetir o procedimento em diversos pontos da faixa de medição (tipicamente 5 pontos: 0%, 25%, 50%, 75%, 100%)
  7. Cálculo da incerteza: Avaliar a incerteza de medição conforme o GUM

Tipos de Calibração por Comparação

Comparação Direta

O IUC e o padrão medem simultaneamente a mesma grandeza. Por exemplo, um manômetro sob calibração e um manômetro padrão conectados ao mesmo sistema de pressão. É o tipo mais comum e simples.

Vantagens: Simplicidade, rapidez, leitura simultânea elimina influência de variações temporais.

Comparação por Substituição

O IUC e o padrão medem alternadamente a mesma fonte estável. Primeiro mede-se com o padrão, depois substitui-se pelo IUC (ou vice-versa). Usado quando não é possível conectar ambos simultaneamente.

Vantagens: Útil quando os instrumentos não podem coexistir no mesmo ponto. Cuidado: requer fonte muito estável durante a substituição.

Comparação por Transferência

Utiliza um instrumento de transferência intermediário. O padrão calibra o instrumento de transferência, que então calibra o IUC. Usado quando o padrão e o IUC estão em locais ou condições diferentes.

Vantagens: Permite calibração quando padrão e IUC não podem ser confrontados diretamente. Cuidado: adiciona incerteza do instrumento de transferência.

Aplicações Típicas

Calibração de Manômetros

Manômetros sob calibração são comparados com manômetro padrão ou calibrador de pressão, ambos conectados ao mesmo sistema de pressão gerado por bomba.

Calibração de Termômetros

Termômetros sob calibração são comparados com termômetro de referência (SPRT ou termômetro padrão), ambos imersos no mesmo banho termostático ou bloco seco.

Calibração de Instrumentos Elétricos

Multímetros e instrumentos elétricos são comparados com multímetro padrão ou calibrador, ambos medindo a mesma fonte de tensão, corrente ou resistência.

Calibração de Massas

Massas sob calibração são comparadas com massas padrão usando uma balança comparadora de alta resolução (método de comparação de massas).

Calibração Dimensional

Instrumentos dimensionais são comparados com blocos padrão ou outros padrões dimensionais de referência.

Vantagens da Calibração por Comparação

Simplicidade

O método é direto e intuitivo: comparar duas leituras. Não requer conhecimento de princípios físicos complexos como nos métodos absolutos.

Versatilidade

Aplicável a praticamente todas as grandezas físicas: pressão, temperatura, grandezas elétricas, massa, dimensional, vazão, etc.

Rapidez

A execução é relativamente rápida, especialmente na comparação direta onde as leituras são simultâneas.

Custo-Benefício

Geralmente menos custoso que métodos absolutos, que requerem equipamentos especializados e condições rigorosamente controladas.

Praticidade

Adequado tanto para laboratórios quanto para calibração em campo (in loco), com padrões portáteis.

Requisitos para Calibração por Comparação Válida

Padrão Rastreável

O padrão de referência deve ser calibrado com rastreabilidade ao SI, preferencialmente por laboratório acreditado. Sem rastreabilidade do padrão, a calibração não tem validade metrológica.

Regra dos 4:1

O padrão deve ter incerteza pelo menos 4 vezes menor que a tolerância do instrumento sob calibração. Isso garante que a incerteza do padrão não comprometa a avaliação do instrumento.

Mesma Grandeza

O IUC e o padrão devem ser submetidos exatamente à mesma grandeza de entrada. Diferenças de posição, conexão ou condição entre eles introduzem erros.

Estabilização

Aguardar o equilíbrio de ambos os instrumentos antes de registrar as leituras. Leituras feitas antes da estabilização introduzem erros.

Condições Controladas

Realizar a calibração em ambiente com condições adequadas (temperatura, umidade), documentando-as para avaliação da incerteza.

Múltiplos Pontos

Calibrar em diversos pontos da faixa de medição para caracterizar o comportamento do instrumento em toda a faixa (erros de zero, span, linearidade).

Fontes de Incerteza

Na avaliação da incerteza da calibração por comparação, considerar:

  • Incerteza do padrão de referência: Conforme seu certificado de calibração
  • Repetibilidade das leituras: Variação em medições repetidas
  • Resolução dos instrumentos: Tanto do IUC quanto do padrão
  • Diferenças entre IUC e padrão: Posição, condição, gradientes
  • Influências ambientais: Temperatura, umidade, pressão
  • Deriva durante a calibração: Variação dos instrumentos ao longo do tempo
  • Estabilidade da fonte: Variação da grandeza aplicada

A incerteza combinada é calculada conforme o GUM, considerando todas essas contribuições.

Calibração por Comparação vs Método Absoluto

Calibração por Comparação

  • Compara com padrão de exatidão superior
  • Simples e versátil
  • Menor custo
  • Incerteza limitada pela do padrão
  • Amplamente usado na indústria

Método Absoluto (Primário)

  • Baseia-se em princípios físicos fundamentais
  • Exemplo: balança de pressão (P = F/A)
  • Maior complexidade e custo
  • Menor incerteza possível
  • Usado em laboratórios primários

A maioria das calibrações industriais usa o método por comparação. Métodos absolutos são reservados para laboratórios primários e padrões de alta exatidão.

Boas Práticas na Calibração por Comparação

  • Verificar a validade do padrão: Calibração vigente e rastreável
  • Aplicar a regra dos 4:1: Garantir relação de incerteza adequada
  • Estabilizar termicamente: Padrão e IUC na mesma temperatura
  • Garantir mesma condição: IUC e padrão na mesma grandeza
  • Aguardar estabilização: Antes de cada leitura
  • Calibrar em múltiplos pontos: Cobrir toda a faixa de uso
  • Realizar medições repetidas: Para avaliar repetibilidade
  • Documentar condições: Ambientais e operacionais
  • Calcular incerteza adequadamente: Conforme o GUM

Erros Comuns na Calibração por Comparação

  • Padrão inadequado: Incerteza insuficiente (viola regra dos 4:1)
  • Padrão descalibrado: Calibração do padrão vencida
  • Diferenças de condição: IUC e padrão em condições diferentes
  • Leitura prematura: Antes da estabilização
  • Poucos pontos: Não caracterizar toda a faixa
  • Ignorar condições ambientais: Não documentar ou considerar
  • Incerteza subestimada: Não considerar todas as fontes

Perguntas Frequentes

Calibração por comparação é confiável?

Sim, é altamente confiável quando realizada corretamente: com padrão rastreável de exatidão adequada (regra dos 4:1), em condições controladas e com avaliação correta da incerteza. É o método mais usado na indústria justamente por sua confiabilidade e praticidade.

Qual a diferença entre comparação direta e por substituição?

Na comparação direta, o IUC e o padrão medem simultaneamente a mesma grandeza (leitura ao mesmo tempo). Na comparação por substituição, eles medem alternadamente a mesma fonte estável (primeiro um, depois o outro). A comparação direta é preferível quando possível, pois elimina a influência de variações temporais da fonte.

Posso usar qualquer instrumento como padrão?

Não. O padrão deve ser calibrado com rastreabilidade ao SI e ter incerteza pelo menos 4 vezes menor que a tolerância do instrumento a calibrar (regra dos 4:1). Um instrumento comum, sem calibração rastreável e exatidão adequada, não pode servir como padrão de referência.

Quantos pontos de calibração são necessários?

Tipicamente, no mínimo 5 pontos distribuídos ao longo da faixa de medição (0%, 25%, 50%, 75%, 100%). Para instrumentos de alta precisão ou com requisitos específicos, podem ser usados mais pontos (7, 9 ou 11). Quanto mais pontos, melhor a caracterização do comportamento do instrumento.

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Domine o método de calibração por comparação e outras técnicas com os cursos especializados:

Conclusão

A calibração por comparação é o método mais utilizado em metrologia industrial, combinando simplicidade, versatilidade e custo-benefício. Compreender seu princípio, os tipos disponíveis (direta, substituição, transferência), os requisitos para validade e as fontes de incerteza é fundamental para realizar calibrações confiáveis. Seguir as boas práticas — especialmente garantir padrão rastreável adequado e avaliar corretamente a incerteza — é o que diferencia uma calibração tecnicamente sólida de um procedimento sem validade metrológica.

Para aprofundar seus conhecimentos em calibração por comparação e métodos de calibração, conheça os cursos e serviços de consultoria da Cirius Quality. Com mais de 40 anos de experiência, ajudamos organizações a alcançar excelência em gestão da qualidade.

Calibração In Loco
Qualidade

Calibração In Loco: Quando Usar, Vantagens e Como Garantir a Rastreabilidade

A calibração in loco (em inglês, on-site calibration ou in-situ calibration) é a calibração de instrumentos de medição realizada no próprio local de instalação ou uso, sem necessidade de remover o instrumento do processo ou enviá-lo a um laboratório externo. Em vez de levar o instrumento ao laboratório, o técnico de calibração leva os padrões de referência portáteis até o instrumento, executando a calibração nas condições reais de operação.

Essa modalidade de calibração é fundamental em diversos cenários industriais: instrumentos fixados em tubulações ou tanques, processos contínuos que não podem ser interrompidos, instrumentos grandes ou pesados, ou situações onde as condições de instalação influenciam significativamente o desempenho do instrumento. A calibração in loco oferece a vantagem de avaliar o instrumento exatamente como ele opera no dia a dia.

Compreender quando utilizar a calibração in loco, suas vantagens, limitações e como garantir a rastreabilidade metrológica é competência essencial para profissionais de manutenção, instrumentação e metrologia industrial.

Definição Técnica

A calibração in loco é realizada no ambiente operacional do instrumento, utilizando padrões de referência portáteis rastreáveis ao SI. Diferente da calibração em laboratório, onde as condições ambientais são rigorosamente controladas, a calibração in loco ocorre nas condições reais de campo, o que tem implicações tanto positivas quanto desafiadoras.

O conceito-chave é que o instrumento permanece em seu local de uso, e a referência metrológica é trazida até ele. Isso permite avaliar não apenas o instrumento isoladamente, mas o sistema de medição completo, incluindo efeitos de instalação.

Quando Utilizar Calibração In Loco

Instrumentos de Difícil Remoção

Muitos instrumentos são fixados permanentemente em:

  • Tubulações de processo (manômetros, transmissores de pressão)
  • Tanques e vasos (transmissores de nível)
  • Estruturas e máquinas (sensores de vibração)
  • Linhas de produção (medidores de vazão)

Remover esses instrumentos exigiria parada do processo, despressurização, drenagem e remontagem — operações custosas e demoradas.

Processos Contínuos

Indústrias com processos contínuos (petroquímica, papel e celulose, siderurgia, geração de energia) não podem interromper a produção facilmente. A calibração in loco permite calibrar sem parar o processo, ou com parada mínima.

Instrumentos Grandes ou Pesados

Balanças rodoviárias, tanques de pesagem, grandes medidores de vazão são impraticáveis de transportar a um laboratório. A calibração in loco é a única opção viável.

Sistemas de Medição Complexos

Quando se deseja calibrar o sistema completo (sensor + transmissor + indicador + registrador) como instalado, a calibração in loco permite avaliar o conjunto integrado.

Quando a Instalação Influencia a Medição

Alguns instrumentos têm desempenho afetado pela instalação: efeitos de montagem, comprimento de cabos, posição, vibração. A calibração in loco captura esses efeitos reais.

Redução de Tempo de Indisponibilidade

Enviar um instrumento a laboratório externo pode levar dias ou semanas. A calibração in loco reduz drasticamente o tempo de indisponibilidade.

Vantagens da Calibração In Loco

Sem Remoção do Instrumento

Evita desmontagem, transporte e remontagem, reduzindo riscos de dano, contaminação ou alteração das condições de instalação.

Avaliação em Condições Reais

O instrumento é avaliado exatamente como opera, incluindo temperatura de processo, vibração, posição de montagem e outras influências reais.

Redução de Tempo de Parada

Menor interrupção do processo produtivo, especialmente importante em indústrias de processo contínuo onde paradas são extremamente custosas.

Economia de Logística

Elimina custos e riscos de transporte do instrumento, embalagem, seguro e logística.

Avaliação do Sistema Completo

Permite calibrar o sistema de medição como um todo (malha de medição), capturando efeitos de todos os componentes integrados.

Menor Risco de Dano

Sem manuseio e transporte, reduz-se o risco de danos que poderiam ocorrer durante a remoção, embalagem e envio.

Limitações e Cuidados

Condições Ambientais Não Controladas

O principal desafio. Em campo, não há controle rigoroso de temperatura, umidade e vibração. Isso geralmente resulta em maior incerteza de medição comparada à calibração em laboratório.

Padrões Portáteis Menos Exatos

Padrões portáteis, embora rastreáveis, geralmente têm exatidão inferior aos padrões fixos de laboratório. É preciso garantir que ainda atendam à regra dos 4:1 em relação à tolerância do instrumento.

Interferências Externas

O ambiente industrial pode ter:

  • Vibração de máquinas
  • Variações de temperatura
  • Interferência eletromagnética
  • Poeira e contaminação
  • Ruído elétrico

Esses fatores devem ser considerados e, quando possível, mitigados.

Acesso ao Instrumento

Instrumentos em locais de difícil acesso (altura, espaços confinados, áreas perigosas) podem dificultar a calibração e exigir cuidados especiais de segurança.

Segurança

O ambiente industrial apresenta riscos: pressão, temperatura, eletricidade, produtos químicos, altura. A calibração in loco exige atenção rigorosa às normas de segurança, incluindo permissões de trabalho e EPIs adequados.

Documentação das Condições

É essencial documentar as condições reais de calibração (temperatura, umidade, condições do processo) para correta avaliação da incerteza e validade dos resultados.

Equipamentos para Calibração In Loco

Calibradores Portáteis Multifunção

Equipamentos versáteis que geram e medem múltiplas grandezas (tensão, corrente, resistência, temperatura, pressão). Compactos e robustos para uso em campo.

Padrões de Referência Portáteis

Padrões rastreáveis projetados para portabilidade e robustez, mantendo exatidão adequada para campo.

Comunicadores HART

Para configuração e calibração de transmissores inteligentes, permitindo ajustes (trim) diretamente no campo.

Bombas Geradoras Portáteis

Para gerar pressão (pneumática ou hidráulica) durante a calibração de manômetros e transmissores de pressão em campo.

Termômetros de Referência Portáteis

Para calibração de instrumentos de temperatura, frequentemente com banhos secos portáteis (dry blocks).

Maletas de Calibração

Kits completos que reúnem todos os equipamentos necessários para calibração em campo de forma organizada e protegida.

Grandezas Frequentemente Calibradas In Loco

Pressão

Manômetros e transmissores de pressão instalados em tubulações são frequentemente calibrados in loco com bombas geradoras portáteis e padrões de pressão.

Temperatura

Termômetros, termopares e termoresistências em processos podem ser calibrados com banhos secos portáteis ou por comparação com termômetro de referência.

Vazão

Medidores de vazão instalados em linhas são desafiadores de calibrar in loco, frequentemente requerendo métodos especiais ou verificação por comparação.

Nível

Transmissores de nível em tanques são calibrados in loco simulando os pontos de medição ou usando referências de nível conhecidas.

Variáveis Elétricas

Instrumentos de painel e indicadores elétricos são calibrados com calibradores multifunção portáteis.

Como Garantir a Rastreabilidade na Calibração In Loco

A calibração in loco mantém rastreabilidade metrológica quando:

Padrões Calibrados em Laboratório Acreditado

Os padrões portáteis usados em campo devem ser calibrados periodicamente em laboratório acreditado (RBC), mantendo sua rastreabilidade ao SI.

Documentação das Condições Reais

Registrar as condições ambientais reais durante a calibração (temperatura, umidade, condições do processo), que serão consideradas na avaliação da incerteza.

Avaliação Adequada da Incerteza

A incerteza de medição deve considerar as condições de campo, geralmente resultando em incerteza maior que em laboratório. Essa incerteza deve ser declarada no certificado.

Registro no Certificado

O certificado deve indicar claramente que se trata de calibração in loco, com as condições reais documentadas, para correta interpretação dos resultados.

Calibração In Loco vs Calibração em Laboratório

Calibração em Laboratório

  • Condições ambientais controladas
  • Padrões de maior exatidão
  • Menor incerteza de medição
  • Requer remoção do instrumento
  • Maior tempo de indisponibilidade
  • Não captura efeitos de instalação

Calibração In Loco

  • Condições de campo (não controladas)
  • Padrões portáteis
  • Maior incerteza de medição
  • Sem remoção do instrumento
  • Menor tempo de indisponibilidade
  • Captura efeitos reais de instalação

A escolha depende dos requisitos de exatidão, da criticidade do instrumento, da viabilidade de remoção e dos custos envolvidos.

Boas Práticas na Calibração In Loco

  • Planejar a calibração: Verificar acesso, segurança, equipamentos necessários
  • Obter permissões de trabalho: Conforme exigências de segurança da planta
  • Usar EPIs adequados: Conforme os riscos do ambiente
  • Estabilizar os padrões: Aguardar adaptação térmica dos equipamentos
  • Documentar condições: Temperatura, umidade, condições do processo
  • Minimizar interferências: Quando possível, reduzir vibração e ruído
  • Avaliar incerteza realista: Considerar condições de campo
  • Registrar adequadamente: Certificado indicando calibração in loco

Erros Comuns na Calibração In Loco

  • Ignorar condições ambientais: Não considerar influências de campo na incerteza
  • Padrões inadequados: Usar padrões que não atendem à regra dos 4:1 nas condições reais
  • Falta de estabilização: Não aguardar adaptação térmica dos padrões
  • Não documentar condições: Comprometendo a avaliação da incerteza
  • Negligenciar segurança: Subestimar riscos do ambiente industrial
  • Não registrar como in loco: Omitir essa informação no certificado

Perguntas Frequentes

A calibração in loco é menos confiável que em laboratório?

Não é menos confiável, mas geralmente tem maior incerteza de medição devido às condições de campo não controladas. Quando realizada corretamente, com padrões rastreáveis e avaliação adequada da incerteza, é perfeitamente válida e rastreável. A escolha depende dos requisitos de exatidão da aplicação.

Quando devo escolher calibração in loco em vez de laboratório?

Escolha in loco quando: o instrumento é difícil ou impossível de remover; o processo não pode ser interrompido por muito tempo; as condições de instalação influenciam a medição; ou quando a tolerância do instrumento é compatível com a incerteza de campo. Para instrumentos críticos que exigem máxima exatidão, a calibração em laboratório pode ser preferível.

A calibração in loco mantém rastreabilidade?

Sim, desde que os padrões portáteis sejam calibrados em laboratório acreditado, as condições reais sejam documentadas e a incerteza seja avaliada adequadamente. A rastreabilidade ao SI é mantida através dos padrões portáteis rastreáveis.

Laboratórios acreditados podem fazer calibração in loco?

Sim. A ISO/IEC 17025:2017 permite que laboratórios acreditados realizem calibrações fora de suas instalações permanentes (em campo). O escopo de acreditação pode incluir atividades in loco, desde que o laboratório demonstre competência para realizá-las mantendo a qualidade e rastreabilidade.

Aprenda Mais com os Cursos Online da Cirius Quality

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Conclusão

A calibração in loco é uma modalidade essencial na metrologia industrial, permitindo calibrar instrumentos sem removê-los do processo, nas suas condições reais de operação. Embora apresente desafios relacionados às condições de campo não controladas e maior incerteza, oferece vantagens significativas em produtividade, redução de tempo de parada e avaliação realista do sistema de medição. Compreender quando usá-la, suas limitações e como garantir a rastreabilidade é fundamental para profissionais de manutenção e metrologia industrial.

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